Empresa havaiana de reflorestamento usa impressora de etiquetas RFID para identificar cada árvore

By | February 1, 2015
impressora de etiquetas

A impressora de etiquetas cria os marcadores que podem durar mais de cinquenta anos

A Hawaiian Legacy pretende, com a impressora de etiquetas RFID, permitir que seus investidores possam encontrar suas árvores em meio a nova e vibrante floresta que começa a florescer na ilha. Hoje, cerca de 90% das matas nativas do arquipélago deram lugar ao desenvolvimento das cidades e a agricultura. Há oito anos, a empresa iniciou o projeto de reflorestamento das área devastadas com dois viés: um de sustentabilidade e outro de ecologia. No primeiro, foi criado um programa angariar investimentos para a plantação de madeira de corte, com expectativa de 25 anos. Já o segundo, é a implantação de uma área permanente de proteção, revivendo a floresta de Koa, nativa da região.

A ideia de usar a impressora de etiquetas surgiu a partir do desejo dos investidores em seguir o desenvolvimento de suas árvores, e possivelmente, visita-las. “Além da preocupação ambiental, as questões pessoais e de seu grupo social motivam as pessoas a plantarem árvores. A cultura judaica tem uma forte relação com a natureza, há um simbolismo relacionado a evolução da vida, e vários ritos de passagem. É comum plantar uma árvore para celebrar um casamento ou em memória à entes queridos. Uma das maiores honras é ter uma árvore plantada em seu nome na Avenida dos Justos, em Jerusalém. Então, dá pra entender a preocupação da Hawaiian Legacy em procurar uma impressora de etiquetas que vá auxiliar na localização das arvores. Muita gente vai fazer questão de visitá-las”, diz a bióloga Judite Cohen.

Com os crescentes pedidos de detalhes da plantação, a empresa decidiu criar um banco de dados, com a localização de cada árvore, data de plantio, sua manutenção e a linhagem.

A solução mais eficiente conta com uma impressora de etiquetas com tecnologia RFID UHF. O modelo escolhido é capaz de criar até 100 tags inteligentes por minuto. Essa capacidade de produção foi importante se levarmos em conta que em 2014, a empresa plantou oitenta mil espécimes, e pretende ampliar para cento e vinte mil neste ano.

“Para um desafio dessa magnitude, as empresas precisam de equipamentos com boa vida útil, e resistentes para impor um ritmo de trabalho por longas horas continuas. Uma impressora de etiquetas industrial deve cumprir esses requisitos básicos para se manter competitiva no mercado, e ainda oferecer uma qualidade de impressão excelente e durável, resistentes às intemperes do ambiente externo”, explica o técnico de manutenção Rodolfo Duarte. Para desenvolver um sistema que pudesse comportar todas as informações de forma ágil, a Hawaiian Legacy contratou a SimplyRFID, referência na área.

Para as necessidades deste projeto, a impressora de etiquetas usa uma fita adesiva especial, equipada com slays RFID. O slay é composto por um microchip e um pequena antena que reagem a um sinal emitido por um leitor. “Em resposta, ele passa todos os dados daquela unidade e sua localização, que integrados ao sistema permitem ao seu dono acompanhar via remoto, ou encontrá-la no meio da selva”, explica o engenheiro de telecomunicações João Paulo Iolle. Depois que a impressora de etiquetas finaliza a codificação do slay, o marcador é colocado em uma capsula de plástico e preso à uma estaca que recebe a cobertura de uma resina para proteção. Esta estaca fica junto a árvore inserido no solo, e pode ser lido de uma distância de três metros com um leitor portátil. Toda essa logística tem apenas um objetivo: trazer paz de espírito aos seus investidores.